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	<title>Athon Energia</title>
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	<title>Athon Energia</title>
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		<title>Resíduos Sólidos e suas Destinações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Athon Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2024 17:35:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelecida pela Lei nº 12.305/2010, representa um avanço significativo na gestão de resíduos no Brasil. O principal objetivo da PNRS é promover a gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos gerados no país. Isso inclui a promoção da redução, reutilização e reciclagem de resíduos, bem [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.linkedin.com/company/athon-holding/?viewAsMember=true"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1485">A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelecida pela Lei nº 12.305/2010, representa um avanço significativo na gestão de resíduos no Brasil. O principal objetivo da PNRS é promover a gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos gerados no país. Isso inclui a promoção da redução, reutilização e reciclagem de resíduos, bem como a eliminação segura de resíduos perigosos e não recicláveis. A lei também enfatiza a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e cidadãos para garantir uma gestão eficiente e sustentável dos resíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1486">A partir da PNRS, o termo &#8220;resíduos sólidos&#8221; foi formalizado para substituir o conceito popularmente conhecido como &#8220;lixo&#8221;. A palavra &#8220;lixo&#8221; carrega a ideia de algo sem valor, o que não reflete a realidade dos materiais descartados. Muitos dos resíduos sólidos possuem valor econômico e podem ser reutilizados, reciclados ou reaproveitados. Portanto, enquanto os resíduos sólidos ainda têm potencial econômico, os rejeitos são materiais que esgotaram todas as suas possibilidades de reaproveitamento e reciclagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1487">A partir da Lei nº 12.305/2010– Política Nacional dos Resíduos Sólidos, o termo resíduos sólidos foi formalizado para tratar o que anteriormente era designado como lixo.&nbsp; Isso porque a concepção de lixo se vincula a objeto sem valor e apesar de ser um termo popular, não é o mais adequado para tratar do tema, considerando que muitos dos objetos descartados ainda tem valor agregado a eles, seja para serem reutilizados, reciclados ou reaproveitados. Logo, os resíduos sólidos ainda possuem valor econômico agregado a eles, enquanto os rejeitos – tipo específico de resíduo – já teve todas as suas possibilidades de reaproveitamento ou reciclagem esgotados.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1488">Os resíduos sólidos abrangem todos os materiais remanescentes de um produto, incluindo embalagens, cascas ou outra parte do processo produtivo. Esses materiais podem ser originados de atividades industriais, domésticas, agrícolas, de serviços de saúde, estabelecimentos comerciais e varrição. Realizou-se uma classificação distintiva entre o conceito de resíduos sólidos e rejeitos, sendo os primeiros aqueles que ainda podem ser reciclados ou reaproveitados, enquanto os rejeitos são materiais que já tiveram todas as suas possibilidades de reutilização ou reciclagem esgotadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1489">De acordo com a Norma Técnica de Classificação de Resíduos Sólidos &#8211; ABNT NBR 10004/2004, os resíduos podem ser classificados quanto à sua periculosidade (se são perigosos ou não), necessitando de coletas e destinações específicas, e quanto à sua origem (se são inertes ou não), considerando sua possibilidade de sofrer alterações e ser nocivo ao meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1490">De acordo com as classificações, os resíduos podem ter diferentes destinações e para tanto devem ser descartados corretamente.&nbsp;Algumas dicas para a correta separação, descarte e consequente destinação são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Identificação de Materiais Perigosos:</strong> é crucial identificar e separar materiais perigosos, como inflamáveis, corrosivos, tóxicos e patogênicos, que devem ser descartados em locais apropriados.</li>



<li><strong>Coleta de Resíduos:</strong> verifique como a coleta de resíduos é realizada em sua cidade. Normalmente, existem coletas separadas para resíduos comuns e recicláveis. Caso não haja coleta seletiva, procure pontos de coleta como ecopontos e supermercados.</li>



<li><strong>Separação e Preparação:</strong> separe os resíduos conforme a coleta local, e lembre-se de limpar e compactar as embalagens destinadas à reciclagem. Se puder utilize sacos de lixo que facilitem a visualização dos itens recicláveis.</li>



<li><strong>Disposição Correta:</strong> Disponibilize os resíduos nos locais e horários corretos para a coleta.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1492">A logística reversa é um mecanismo pelo qual a responsabilidade da gestão de produtos ao final de sua vida útil é compartilhada entre diversos agentes da cadeia produtiva, incluindo fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores. Esse sistema visa assegurar que produtos como embalagens, pilhas e baterias, eletroeletrônicos e pneus sejam adequadamente devolvidos para tratamento e destinação ambientalmente correta. Fabricantes, importadores e distribuidores devem colaborar na criação e manutenção de sistemas de coleta e retorno desses produtos, garantindo que sejam processados de maneira sustentável. Comerciantes também têm a responsabilidade de apoiar esses sistemas e informar os consumidores sobre as práticas corretas de descarte. Os consumidores, por sua vez, devem devolver os produtos ao final de sua vida útil conforme as orientações estabelecidas. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR) indicam que, apesar dos avanços em setores como o de embalagens e pneus, a implementação da logística reversa ainda é desigual.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1493">Verifique sempre na sua cidade pontos de coleta de logística reversa e as iniciativas existentes. A exemplo de programas disponíveis em São Paulo temos as Havaianas com a coleta dos seus calçados, O Boticário com coleta de embalagens de itens de perfumaria e Renner com coleta de roupas para reciclagem e reuso, dentre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1494">Existem algumas formas de destinar os resíduos antes da sua disposição final, sendo conhecidas pelos 5R´s:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Reciclagem:</strong> Resíduos recicláveis como papel, plástico, vidro e metais, dentre outros são processados em centrais de triagem e usinas de reciclagem, transformando-os em matérias-primas para novos produtos. Resíduos orgânicos podem ser compostados, gerando adubo para agricultura e jardinagem.</li>



<li><strong>Reaproveitamento:</strong> Alguns resíduos, especialmente os inertes, podem ser reutilizados diretamente em diversas aplicações, como em obras de construção.</li>



<li><strong>Repensar:</strong> É essencial reduzir o consumo e desperdício, reconsiderar práticas e promover a sustentabilidade. Pergunte-se sobre o que faz com os produtos antigos e se é possível evitar novas compras utilizando itens usados.</li>



<li><strong>Recusar:</strong> Prefira produtos essenciais e evite aqueles que causam impactos significativos ao meio ambiente, como sacolas plásticas e canudos.</li>



<li><strong>Reduzir:</strong> Diminua o consumo e a geração de resíduos sólidos verificando a necessidade real dos produtos, sua durabilidade e escolhendo opções com menos embalagens.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1496">A <a href="https://www.linkedin.com/company/athon-holding/">Athon</a> em parceria com a <a href="https://www.linkedin.com/company/reciclagemfotovoltaica/">SunR &#8211; Reciclagem Fotovoltaica</a> realizou a sua primeira destinação de módulos fotovoltaicos para reciclagem, totalizando 118 módulos, pesando 3.304kg. De modo geral, os módulos fotovoltaicos utilizados em usinas podem ser reusados em residências ou iluminação pública, caso seja verificada a sua viabilidade, ou ainda serem destinados para reciclagem devido a presença de vidro,&nbsp; alumínio e mistura de plásticos e metais em sua composição.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1497">A disposição final dos resíduos sólidos varia conforme a classificação e as práticas de gestão em cada região, podendo ter como destino:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Aterros Sanitários:</strong> áreas preparadas com sistemas de impermeabilização e monitoramento rigoroso para evitar contaminação do solo e das águas subterrâneas. Incluem sistemas para drenagem de chorume e coleta de gás metano para geração de energia. Dados do SINIR indicam que aproximadamente 70% dos resíduos sólidos urbanos são destinados a aterros sanitários.</li>



<li><strong>Aterro Controlado:</strong> É uma forma de disposição de resíduos em que os materiais são depositados em áreas específicas, mas sem a infraestrutura adequada para prevenção de impactos ambientais. A principal característica é a ausência de impermeabilização do solo e sistemas de controle de emissões, o que pode levar à contaminação do solo e das águas subterrâneas. Embora melhor do que lixões, os aterros controlados não oferecem a segurança necessária para uma gestão ambientalmente adequada dos resíduos.</li>



<li><strong>Lixões:</strong> Locais onde os resíduos são descartados a céu aberto, sem tratamento adequado, gerando graves impactos socioambientais, como contaminação do solo e lençol freático. A presença de lixões foi praticamente erradicada, mas algumas áreas ainda enfrentam problemas.</li>



<li><strong>Incineração:</strong> Processo de queima controlada que reduz o volume dos resíduos e pode gerar energia térmica ou elétrica. É usado principalmente para resíduos perigosos e hospitalares.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1499">Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR) em 2022, o Brasil gerou aproximadamente 82 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos. A geração per capita de resíduos foi de cerca de 1 kg por habitante/dia. Aproximadamente 90% dos resíduos sólidos urbanos foram coletados em 2022. No entanto, a coleta seletiva ainda representa uma parte pequena do total, abrangendo cerca de 20% das cidades brasileiras. Infelizmente, a taxa de reciclagem no Brasil está em torno de 4% a 5%, indicando que uma parte significativa dos resíduos recicláveis ainda não está sendo aproveitada de forma adequada. Em comparação, países desenvolvidos frequentemente atingem taxas superiores a 30%.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1500">A gestão eficiente dos resíduos sólidos é crucial para a proteção ambiental e a saúde pública. A correta separação, destinação e reutilização dos resíduos não só minimizam impactos negativos no meio ambiente, mas também promovem a sustentabilidade. Adotar práticas conscientes, como os 5 R´s é essencial para avançarmos em direção a um futuro mais sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1502">Texto &#8211; <a href="https://www.linkedin.com/in/stephanie-brambilla-melo-56b592215/">Stephanie Brambilla Melo</a></p>
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		<title>A redução das emissões de carbono na transição para um mundo sustentável</title>
		<link>https://www.athonenergia.com.br/geral/a-reducao-das-emissoes-de-carbono-na-transicao-para-um-mundo-sustentavel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Athon Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 13:43:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cenário das mudanças climáticas mostra que é necessário um esforço para mitigar os impactos das emissões de carbono à natureza e ao meio ambiente. O Acordo de Paris, um dos principais marcos na história moderna em relação ao desenvolvimento sustentável, estabeleceu uma meta de manter o aquecimento global à 1,5°C, considerando as temperaturas registradas antes do período da industrialização. </p>
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<p class="wp-block-paragraph">O cenário das mudanças climáticas mostra que é necessário um esforço para mitigar os impactos das emissões de carbono à natureza e ao meio ambiente. O Acordo de Paris, um dos principais marcos na história moderna em relação ao desenvolvimento sustentável, estabeleceu uma meta de manter o aquecimento global à 1,5°C, considerando as temperaturas registradas antes do período da industrialização. Para atingir este objetivo, a principal ação considerada para contenção do aumento da temperatura do planeta é a redução das emissões de gases de efeito estufa. O Brasil é o 5o país que mais emite gases de efeito estufa no mundo e, neste acordo estabelecido em 2015, se comprometeu a reduzir suas emissões em 37% até 2025 e 50% até 2030. Isso representa uma meta de emitir no máximo 1.614 MtCO2e em 2025 e 1.281 MtCO2 e em 2030<sup>(1)</sup>.</p>



<ol start="2030" class="wp-block-list">
<li></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez o leitor não esteja habituado com a notação “tCO2e”; para isso, será esclarecido tanto a unidade de medida quanto como medi-la. Lê-se “Tonelada de CO 2 Equivalente” e, como entende-se do próprio nome, refere-se à pegada de gás carbônico a qual equivale uma atividade. Em um exemplo prático, podemos comparar a pegada de carbono de um cidadão médio que se desloca 10km para o trabalho utilizando um veículo utilitário contra esse mesmo cidadão utilizando transporte via ônibus (calculado para um cenário norte americano). A pegada de carbono calculada para esse trajeto em um automóvel médio seria de 8,8kgCO2e, enquanto para o mesmo trajeto utilizando ônibus seria entre 0,7 e 1,1kgCO2e por passageiro. Se considerarmos o trem ou o metrô, esse valor cairia para algo entre 0,2 kg e 0,5 kg por passageiro. Por tanto, valendo-se desse exemplo, considerando 250 dias úteis, um cidadão que optou por não ir de carro e utilizar transporte público poderia evitar até 2,2tCO2e dentro de 1 ano<sup>(2)</sup>.</p>



<ol start="2030" class="wp-block-list">
<li></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Os valores utilizados para estimativas de pegada de carbono, geralmente, são apurados por agências especializadas ou órgãos governamentais que avaliam todos os fatores que afetam o impacto de determinada ação ou produto ao meio ambiente. Considerando o mercado de alimentos, por exemplo, a Universidade de Oxford analisando a cadeia produtiva de mais de 40.000 fazendas e 1.600 produtos estabeleceu a pegada de carbono para diversos alimentos que são consumidos diariamente pela maioria dos ingleses. Para uma porção de bife bovino considera-se até 15kgCO2e, enquanto para uma porção de ovos o valor é algo em torno de 1kgCO2e. Ou seja, comparando com o exemplo anterior, comer uma porção de bife pode equivaler a andar 17km de carro, em relação ao impacto do carbono gerado ao meio ambiente. Uma vez compreendido o conceito de pegada de carbono pode-se avaliar este conceito para o<br>setor elétrico<sup>(3)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o setor elétrico podemos fazer uma comparação semelhante aos exemplos anteriores entre diferentes fontes de geração de energia elétrica. Comparando duas formas de geração de energia não renováveis, o valor calculado de pegada de carbono por quilowatt-hora para as termoelétricas a carvão no setor de energia norte americano em 2021 foi de 1025gCO2e/kWh contra 430gCO2e/kWh para termoelétricas alimentadas com gás natural. Já se compararmos a geração de energia das termoelétricas a gás natural com a geração de energia hidroelétrica, que é uma forma de geração renovável, teremos um valor de 24gCO2e/kWh o que é aproximadamente 18 vezes menor. Para o caso das usinas com geração solar fotovoltaica utiliza-se um valor estabelecido no Pacto de Autarcas<sup>(4)(5)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Pacto de Autarcas é uma iniciativa europeia que reúne diversas autoridades regionais do setor de sustentabilidade para promover ações na área de energias renováveis. De acordocom a iniciativa, o valor de pegada de carbono calculada para a geração solar fotovoltaica varia entre 2 e 5gCO2e/kWh (geralmente utiliza-se o valor médio de 3,5gCO2e/kWh). Embora ainda seja 7 vezes menor do que o impacto estimado para a geração hidroelétrica, ainda é possível verificar que há um impacto de carbono gerado ao meio ambiente por conta, principalmente, dos módulos fotovoltaicos. O processo de manufatura dos módulos envolve a produção do vidro de sua superfície e dos metais utilizados em sua armação, além da energia gasta durante esse processo, que também é considerada no cálculo da pegada de carbono da geração fotovoltaica. Outros fatores considerados são o transporte dos módulos, que em sua maioria são fabricados na China, e o consumo de água para limpeza da superfície desses módulos<sup>(6)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A matriz elétrica brasileira é conhecida por ser, em sua maior parte, composta por geração considerada renovável. Dados fornecidos pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) até julho de 2022 mostram que a potência total instalada no Brasil é de 184GW, sendo composta principalmente por: 55,39% de geração hidroelétrica, 25,17% de geração termoelétrica, 11,95% de geração eólica e 2,97% de geração fotovoltaica (em modelo de geração centralizada). Embora, em sua maior parte o potencial de geração brasileiro seja renovável, o acionamento de cada uma dessas fontes pode variar de acordo com os recursos disponíveis, e isso altera a pegada de carbono da energia disponibilizada no SIN (Sistema Interligado Nacional). O ano de 2021 sofreu com uma estiagem prolongada, o que gerou uma escassez de recursos hídricos para geração hidroelétrica e com isso levou a um acionamento de termoelétricas para evitar falhas no fornecimento de energia. A pegada de carbono média calculada para o SIN no ano de 2021 foi<br>de 126,4gCO2e/kWh, praticamente 3 vezes maior se comparada ao ano de 2022 que foi considerado um ano razoável na questão de recursos hídricos<sup>(7)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante o exposto, é possível entender o conceito de carbono evitado e como a geração de energia fotovoltaica contribui para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa. Um cliente que se beneficia do uso da energia fotovoltaica no modelo de geração distribuída consome via autoconsumo local ou remoto uma energia mais limpa do que a energia que é disponibilizada pelo SIN e essa diferença é o que chamamos de carbono evitado. Em 2021, por exemplo, teríamos uma pegada de carbono do SIN de 126,4gCO2e/kWh em comparação com um valor de 3,5gCO2e/kWh da geração. Logo, a geração fotovoltaica apresenta uma pegada de carbono cerca de 36 vezes menor em relação à energia proveniente do SIN<sup>(8)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme apresentado, todas as atividades que realizamos em nosso dia a dia geram algum tipo de impacto ao meio ambiente. Porém há a possibilidade de trocar uma atividade ou um produto por uma alternativa menos nociva ambientalmente e umas das métricas utilizadas para comparação deste impacto é o cálculo da pegada de carbono. Para o consumo de energia não é diferente e investir em energia renovável, é investir na transição energética e na construção de um mundo mais sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Por: Daniel Ferreira Neves</em><br><em><br>Analista Sênior de Operação e Manutenção na Athon Energia.</em><br><em><br>Engenheiro Eletricista pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC USP), Especialista em<br>Energias Renováveis pela Escola Politécnica (POLI USP) e aspirante a MBA em Negócios do Setor<br>Elétrico pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).</em></p>
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		<title>Legislação ambiental e incentivos para uso da energia solar no Brasil</title>
		<link>https://www.athonenergia.com.br/geral/legislacao-ambiental-e-incentivos-para-uso-da-energia-solar-no-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Athon Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Aug 2024 14:35:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Constituição Federal de 1988, por meio do art. 225, caput, anuncia que todos possuímos o direito fundamental “ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”1 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Constituição Federal de 1988, por meio do art. 225, caput, anuncia que todos possuímos o direito fundamental “ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”<sup>1</sup> , evidenciando que o dever é compartilhado entre<br>a sociedade e o Poder Público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais instrumentos utilizado pelo Poder Público para intervir e reger os assuntos relacionados ao meio ambiente são as políticas públicas, em especial as regulatórias, cujos objetivos são elaborar, aperfeiçoar e fiscalizar o cumprimentos das leis. Porém, não podemos esquecer que o dever de proteção<br>e defesa do meio ambiente também inclui a sociedade, que possui o poder de pressionar o governo a criar incentivos ao desenvolvimento sustentável, uma vez que a demanda por um meio ambiente ecologicamente equilibrado é indispensável e do interesse de toda a sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em se tratando de demanda, a transição energética, ou seja, a mudança da matriz de fonte de energia obtida através da queima de combustíveis fósseis e que são responsáveis por grande parte da emissão de poluentes atmosféricos, para o uso de energia advinda de fontes renováveis e menos poluentes, como a energia solar, é o objetivo de diversos países, que apostam em políticas de<br>incentivo ao uso de fontes alternativas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), em 2023 o Brasil alcançou o 8o lugar no ranking dos países com maior potência instalada de fonte solar, alcançando 24 GW de capacidade de geração. Este número é reflexo dos programas de incentivo criados pelo governo brasileiro e regulamentados pela<br>Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), com o objetivo de aumentar a utilização desse formato de energia, tornando-a mais acessível para consumidores e empresas que investem em energia solar, reduzindo assim a dependência de fontes convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais programas criados é o de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (IFAE),que oferece subsídios para a instalação de sistemas de geração de energia solar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estados também possuem o interesse local em incentivar a utilização de energia renovável advinda de fonte solar, como é o caso do Ceará, que instituiu o programa Renda do Sol, cujo objetivo principal é incentivar a microgeração e minigeração distribuída de energia solar, através da implantação de sistemas fotovoltaicos de Geração Distribuída para famílias de pequenos produtores rurais<br>em todo estado, proporcionando novas fontes de renda para as famílias cearenses, um vez que as mesmas realizarão a venda da energia gerada ao governo do estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em São Paulo o Decreto Legislativo 2.531/2022, aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo concedeu a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aos micro geradores, minigeradores e centrais de geração de energia solar com potência instalada de até 5 MW no estado até 31 de dezembro de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei Federal no 11.488/2007 instituiu o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), programa que oferece benefícios fiscais para empresas que investem em projetos de infraestrutura, como a implantação de usinas fotovoltaicas. O benefício inclui a suspensão da incidência das contribuições ao PIS e COFINS na aquisição de equipamentos com este fim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes são exemplos de como a necessidade inadiável de possuirmos um meio ambiente saudável e equilibrado, com o objetivo de preservar e garantir a existência das gerações futuras, é uma demanda mundial e incentiva a elaboração de políticas públicas que impulsionem a adoção de boas práticas<br>relacionadas ao desenvolvimento sustentável, como a geração de energia renovável a partir de fonte solar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><sup>1</sup> BRASIL, [Constituição (1988)]. <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Constituição Federal da República Federativa<br>do Brasil de 1988</a>. DF: Presidência da República, [2017].</em><br></p>
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		<title>Georreferenciamento de Imóveis Rurais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Athon Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Aug 2024 14:35:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pensando sempre em trazer segurança aos projetos de nossas usinas solares no quesito fundiário, existe uma etapa importante a ser concluída, sejam nas posses de novos imóveis rurais ou de locações dessas áreas, onde devemos ter a veracidade e originalidade desses imóveis, é por isso que temos aconsciência da importância das análises fundiárias a serem [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Pensando sempre em trazer segurança aos projetos de nossas usinas solares no quesito fundiário, existe uma etapa importante a ser concluída, sejam nas posses de novos imóveis rurais ou de locações dessas áreas, onde devemos ter a veracidade e originalidade desses imóveis, é por isso que temos a<br>consciência da importância das análises fundiárias a serem feitas antes de tomar decisões sobre implantar ou não uma usina solar em determinada área, evitando assim problemas futuros e nos resguardando de juridicamente e de fraudes como a grilagem, que no Brasil é um obstáculo muito grande a ser vencido, tendo em vista um cuidado especial no norte do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A instituição responsável por conferir a segurança jurídica é o Registro Imobiliário, onde para ser proprietário de um imóvel rural específico é necessário que se tenha a matrícula deste imóvel, sendo imóveis únicos para que não haja sobreposição em demais imóveis nem englobe mais de um<br>imóvel. Sendo assim buscamos sempre as regularizações dos nossos imóveis, mostrando seriedade e compromisso com nossos clientes e investidores, nesta questão tão importante que é o fundiário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, temos o dever e a necessidade de estar utilizando o georreferenciamento de imóveis rurais, onde foi inserido através da Lei no 10.267/2001, e regulamentada pelo decreto no 4.449/2002, existiram mudanças e obrigações em relação ao que foi executado anteriormente. As principais<br>questões estão relacionadas ao cadastramento de imóveis rurais, tornando obrigatório o georreferenciamento dos imóveis, onde o mesmo traz as coordenadas dos vértices definidores dos limites dos imóveis rurais, com precisão milimétrica de seus vértices, e mesmo que o vértice físico, no caso marcos de concreto ou metálico forem arrancados para fins de invasões, e possível realocar esses vértices a partir de suas coordenadas salvas em bancos de dados, também para os casos de desmembramento, remembramento ou mudança de titularidade entre outras modalidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trazendo assim mais segurança para os investidores e proprietários rurais de pequeno e grande porte, podendo assim realizar empréstimos e penhora do imóvel para instituições bancárias e assim podendo investir em suas propriedades rurais. Para a gestão dos imóveis rurais certificados foi criado o Sistema de Gestão Fundiária &#8211; SIGEF. O SIGEF é um banco nacional de parcelas rurais que passaram por validação de conformidade com normativos que regem a geração do dado cartográfico e a ausência de sobreposição com outra informação cartográfica presente no banco de dados do INCRA. Este<br>sistema foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) tendo em vista o objetivo de padronizar, mapear e centralizar as informações sobre os imóveis rurais brasileiros em um sistema eletrônico de dados, tendo início de sua utilização em 2013. Para se obter essa acurácia de coordenadas para os limites das propriedades criar as peças técnicas para os cartórios e submeter os dados no SIGEF através de uma planilha ods é necessário seguir um controle a partir de manuais e normas técnicas por profissionais técnicos e responsáveis devidamente registrado pelo INCRA, emitindo<br>anotação de responsabilidade técnica (ART) ou termo de responsabilidade técnica (TRT) nos casos dos técnicos, que são responsáveis pelo levantamento planimétrico georreferenciado, são utilizados para este levantamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referência</strong>: <a href="https://www.gov.br/incra/pt-br/centrais-de-conteudos/publicacoes/danilo_lima.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Georreferenciamento de Imóveis Rurais – Avanços no combate à<br>grilagem de terras.</a><br></p>



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		<title>Mudanças climáticas &#8211; Qual é o meu papel?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Athon Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Aug 2024 14:35:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Muito se discute sobre a linha tênue entre a influência dos comportamentos humanos e dos fatores naturais que estão ocasionando mudanças climáticas extremas. Verões mais quentes, chuvas mais volumosas e desastres naturais são as consequências mais observadas por nós nos últimos tempos. Seria apenas coincidência ou somos responsáveis por estes fatos? Quando tratávamos sobre agentes [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Muito se discute sobre a linha tênue entre a influência dos comportamentos humanos e dos fatores naturais que estão ocasionando mudanças climáticas extremas. Verões mais quentes, chuvas mais volumosas e desastres naturais são as consequências mais observadas por nós nos últimos tempos. Seria apenas coincidência ou somos responsáveis por estes fatos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando tratávamos sobre agentes modificadores da superfície terrestre, até pouco tempo atrás, estávamos nos referindo a agentes naturais, como vento, vulcões, chuvas e terremotos<sup>[1]</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As últimas décadas foram repletas de alertas emitidos pelos cientistas a respeito do aumento da recorrência de eventos extremos, como consequência das mudanças climáticas globais<sup>[2]</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em paralelo é perceptível o aumento de estudos e publicações científicas que validam a tese de que as mudanças climáticas não são causadas apenas por variações naturais e que se intensificam através da interferência humana, ou seja, por atividades antrópicas, como a utilização de combustíveis fósseis, queimadas e desmatamentos, que corroboram para o efeito estufa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o último relatório lançado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC a emissão de gases do efeito estufa (GEE) aumentaram nas últimas décadas, chegando ao patamar de 59 Gt de CO 2 em 2019, o que representa um aumento de 12% com relação a 2010. Ou seja, para que possamos atingir as metas definidas no Acordo de Paris, se torna mais urgente a redução das emissões atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As consequências das mudanças climáticas não serão sentidas no futuro, já são uma ameaça atual. O aquecimento terrestre está causando a antecipação de eventos da primavera, atingindo a formação das folhas e migração de aves, ou seja, a distribuição das espécies da flora e fauna também está sendo alterada. Diversas estão lutando para sobreviver e correm o risco de serem extintas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para nós, humanos, talvez o impacto mais sentido atualmente seja a mudança no padrão de chuvas. Devido ao aumento de temperatura, a atmosfera, em resposta, ficará mais úmida, aumentando nas regiões tropicais o nível de precipitação. Este fato também aumenta a quantidade de insetos e doenças por eles provocados, assim como as provocadas pela veiculação das águas.<sup>[3]</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">A alteração nos níveis de precipitação contribui para o desequilíbrio dos períodos de chuva e seca afetando negativamente a produção agrícola. Por consequência dificulta o acesso aos alimentos de qualidade e aumenta a insegurança alimentar principalmente das pessoas mais vulneráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a esse cenário de evidências de que o aumento da temperatura global e recorrência de desastres naturais está relacionado a atividades antrópicas, ainda podemos nos apegar a esperança de dias melhores? A resposta é sim, já estamos sofrendo as consequências das mudanças climáticas, porém, o futuro ainda não está cravado e temos responsabilidade por cada fração de grau de aquecimento a ser<br>evitado. Reduzir as emissões de GEE é a chave da nossa mudança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como podemos no dia a dia participar e colaborar para a mudança no padrão de emissão dos GEE? A resposta é simples, adotando práticas sustentáveis. Algumas opções são utilizar meios de transporte coletivos ou ativos, como bicicleta, consumir alimentos de origem vegetal e o mais eficiente, participar da transição para a utilização majoritária de energia limpa e renovável, como a solar e a eólica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong><br><br>[1] Demillo, R., <strong>Como Funciona o Clima</strong>, Quark, São Paulo, 1998<br><br>[2] IPCC. <em>Summary por Policymakers. In: Climate Change 2022: impacts, adaptation and vulnerability. Contribution of Working Group II to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Cambridge; New York: Cambridge University Press</em>, 2022. p. 12.<br><br>[3] IPCC.<strong> Intergovernmental Panel on Climate Change</strong>. 2001. Climate Change 2001: Impacts, Adaptation and Vulnerability. Working Groupu II. TAR: Summary for Policymakers.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Você sabe como nossas UFVs contribuem para a redução do aquecimento global?</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Aug 2024 14:35:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Você já deve ter visto uma de nossas publicações de que uma usina gerou tantos MWh de energia e que isto equivale a evitar a emissão de milhares de toneladas de CO2, mas você sabe como são obtidos estes números e o que eles querem dizer? As toneladas de carbono (CO2) evitadas são calculadas tendo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Você já deve ter visto uma de nossas publicações de que uma usina gerou tantos MWh de energia e que isto equivale a evitar a emissão de milhares de toneladas de CO2, mas você sabe como são obtidos estes números e o que eles querem dizer?</p>



<p class="wp-block-paragraph">As toneladas de carbono (CO2) evitadas são calculadas tendo como base em uma publicação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação dos fatores de emissão de CO2 referentes à operação do SIN, sigla que define o Sistema Interligado Nacional, que corresponde a todo o sistema de produção e transmissão de energia elétrica sob gestão do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes fatores de emissão de CO2 são divulgados periodicamente e correspondem à quanto de CO2 é emitido para cada MWh de energia gerado e injetado no SIN, portanto varia de acordo com as fontes de energia mais utilizadas dentro do mês de referência. Por exemplo, em meses com poucas chuvas é necessário o acionamento de mais termelétricas (para compensar a baixa geração das hidrelétricas), portanto, o fator de emissão de CO2 pelo SIN sobe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao conectar uma usina fotovoltaica ao SIN, evitamos a emissão de CO2 calculados pela multiplicação dos MWh gerados pelo fator de emissão de CO2 do SIN naquele período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, precisamos subtrair as emissões de CO2 estimadas para a geração de uma usina fotovoltaica. Para isso é utilizado um fator de emissão de CO2 estabelecido pelo Pacto de Autarcas, tratado entre autarquias da União Europeia para redução das emissões de gases do efeito estufa e neutralidade climática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o valor da emissão de CO2/MWh do sistema convencional de geração de energia e do valor de emissão de CO2/MWh de uma usina fotovoltaica conseguimos estimar quantas toneladas de CO2 foram evitadas ao interligar a usina ao SIN, evitando que formas convencionais de energia com maiores taxas de emissão de CO2/MWh sejam utilizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que você tem a ver com isso? Muito!</p>



<p class="wp-block-paragraph">O CO2 é um dos principais gases causadores do aquecimento global e a redução de sua emissão é a principal forma de reduzir o aquecimento global e as suas consequências no equilíbrio do planeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, cada MWh gerado por uma usina fotovoltaica contribui para a reduzir o aquecimento global, pois evita que formas de geração de energia convencionais que emitem muito mais CO2 sejam utilizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Autores: Denis Meyer e Daniel Neves</em></p>



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